Quando mencionamos o desejo de iniciar na meditação, surgem dúvidas e também expectativas idealizadas. Achamos que será preciso esvaziar a mente, atingir estados místicos ou deixar tudo ao redor em completo silêncio. No entanto, a verdade é mais simples, humana e acessível. Neste artigo, apresentamos um guia objetivo, baseado em bases científicas e práticas, para quem quer aprender a meditar a partir do zero, trazendo os fundamentos e práticas de uma abordagem integrativa focada em 2026.
O que é meditar?
Antes de começarmos, é preciso esclarecer: meditar não é parar de pensar ou fugir da realidade, mas sim criar um espaço consciente entre estímulo e resposta, onde podemos observar e regular emoções, pensamentos e comportamentos. Meditação, do nosso ponto de vista, é uma prática viva, praticável por qualquer pessoa, independente de crenças, idade ou estilo de vida.
Respirar, sentir e se observar: é assim que o processo começa.
Como criar uma base favorável para meditar
Muitas vezes, olhamos para nossos dias cheios e dizemos: “Não tenho tempo”. Até pensamos que precisamos de um lugar especial ou muita preparação. Em nossa experiência, a base para meditar pode ser construída aos poucos, mesmo com uma rotina agitada.
- Escolha um local onde você se sinta minimamente confortável. Não precisa ser silencioso, apenas um canto onde seja possível sentar-se com alguma privacidade por alguns minutos.
- Procure estabelecer um horário aproximado no seu dia. Alguns preferem as manhãs, outros a noite. O importante é ter constância, para formar um hábito orgânico.
- Vista roupas confortáveis. Nada que aperte ou incomode.
Esses pequenos ajustes influenciam muito mais do que pensamos. Eles demonstram um compromisso com o presente e consigo mesmo.
Passo a passo: meditação desde o início
O processo inicial pode ser dividido em etapas simples. Não é necessário criar grandes expectativas. O segredo está na regularidade e na entrega gentil ao momento presente.
- Adote uma postura confortável. Pode ser sentado(a) em uma cadeira ou no chão, com as costas eretas, mas sem rigidez. Mantenha as mãos sobre as pernas ou no colo.
- Feche os olhos suavemente ou mantenha-os semiabertos, focalizando um ponto à frente, sem tensão.
- Traga a atenção para a respiração, sentindo o ar entrar e sair pelo nariz. Não mude o ritmo, apenas observe.
- Quando perceber pensamentos, memórias ou distrações, apenas observe e, sem julgamento, volte para a respiração.
- Permaneça assim por 5 a 10 minutos para começar. Com o tempo, pode aumentar esse período conforme se sentir confortável.
A prática é simples, mas a transformação acontece no detalhe repetido cada dia.
O que torna a meditação contemporânea?
No contexto atual, onde informação, emoções e demandas chegam em ondas, percebemos quanto uma prática baseada apenas em silêncio ou negação não abraça o ser humano integral. Por isso, falamos em meditação contemporânea.
Na visão que seguimos, a meditação se integra ao cotidiano e valoriza o autoconhecimento. Não é fuga, mas prática de presença e autorregulação. Ensinamos a aceitar e acolher os pensamentos e emoções, sem brigar com eles.
Usamos o conceito de presença consciente:
- Reconhecer o que sentimos
- Registrar os próprios pensamentos sem embarcar neles
- Observar tensões no corpo e suavizá-las pelo simples ato de notar
Esses três focos tornam a meditação uma prática diretamente aplicada à vida real. Não basta o silêncio externo se carregamos barulho interno não reconhecido.

Quais são as dificuldades mais comuns do iniciante?
É normal enfrentar algumas barreiras nos primeiros dias. Elas raramente são técnicas. Em geral, surgem como:
- Vontade de desistir por “não conseguir parar de pensar”
- Sono ou inquietação física
- Sensação de tédio ou impaciência
- Expectativa de um “resultado imediato”
Em nossas pesquisas e acompanhamentos, notamos que quanto mais leveza, menos autocrítica e mais gentileza consigo mesmo, mais os benefícios se mostram naturalmente. O segredo está, mais uma vez, na constância e na autocompaixão.
Meditando além do silêncio: aplicando no cotidiano
Nossa proposta de meditação vai além do momento sentado(a). Trazemos o olhar atento ao dia inteiro, cultivando presença nas tarefas:
- Ao sentir emoções intensas, pausar por três respirações conscientes antes de responder
- Estar presente durante uma conversa, ouvindo ativamente ao invés de já pensar na resposta
- Lembrar de relaxar a mandíbula e os ombros algumas vezes por dia, sentindo o próprio corpo
Dessa forma, a prática formal se conecta à vida cotidiana, fortalecendo clareza e regulação emocional em diferentes situações. É um treino diário para que estejamos mais presentes, éticos e conscientes tanto em momentos fáceis quanto nos desafiadores.

Como manter a prática viva?
Ao longo dos anos, vimos que o segredo para manter a meditação viva e atuante é o compromisso gentil, sem perfeccionismo. Não existe “meditar certo”, existe criar um vínculo amoroso com sua própria consciência. Recomendamos algumas práticas para sustentabilidade:
- Estabeleça um lembrete diário como alarme, post-it ou outro sinal visível
- Registre suas experiências em um diário breve (duas linhas por dia são suficientes)
- Compartilhe a jornada com alguém próximo, criando um espaço de troca sobre descobertas e dificuldades
Num mundo acelerado, poucos minutos de presença consciente cada dia fazem uma diferença profunda no bem-estar, clareza e maturidade emocional.
Conclusão
Meditar do zero é um reencontro com a própria humanidade. Não exige rituais complexos nem trajes especiais. Começamos com o que temos: nosso corpo, nossa respiração, nosso momento. O segredo está na regularidade, na gentileza e na abertura para o autoconhecimento. Com passos simples, ciência aplicada e humildade diante dos próprios processos, é possível transformar presença em um novo hábito de vida.
Perguntas frequentes
O que é meditação marquesiana?
Meditação marquesiana é uma prática integrativa voltada à presença consciente, autorregulação emocional e alinhamento entre intenção, emoção e ação. Diferente de técnicas tradicionais, ela integra ciência, autoconhecimento e filosofia, propondo que o praticante reconheça e acolha mente, emoções e corpo no aqui e agora. É uma meditação funcional, que pode ser aplicada no cotidiano, sem necessidade de crenças ou rituais específicos.
Como começar a meditar do zero?
Basta reservar poucos minutos por dia, sentar-se de forma confortável, fechar os olhos e focar na respiração. Quando perceber distrações, observe e volte, sem se culpar. O mais importante é criar constância, adaptar a prática à sua rotina e tratar-se com gentileza, sem cobranças. Meditar do zero começa com um pequeno passo consciente, realizado diariamente.
Quais os benefícios da meditação diária?
Entre os benefícios mais citados estão a redução do estresse, clareza mental, melhora do sono, fortalecimento da maturidade emocional e percepção de si mesmo. Outros ganhos frequentes são regulação das reações diante de desafios do cotidiano e aumento do bem-estar geral. Estudos mostram que, com regularidade, a prática impacta positivamente corpo, mente e relacionamentos.
Quanto tempo devo meditar por dia?
Para iniciantes, entre 5 a 10 minutos diários já são suficientes para sentir diferenças notáveis. Com o tempo e maior familiaridade, é possível ampliar para 15, 20 minutos ou mais, conforme disponibilidade e desejo. A regularidade é mais importante do que a duração inicial. O importante é criar um espaço e mantê-lo vivo ao longo do tempo.
Meditar em grupo faz diferença?
Sim, praticar em grupo pode potencializar a motivação e o sentimento de pertencimento. O ambiente compartilhado favorece disciplina, troca de experiências e aprendizado coletivo. No entanto, a prática individual também é valiosa e pode ser realizada com os mesmos benefícios de transformação interna. O melhor caminho é flexível: praticar sozinho e, quando possível, partilhar com outros caminhantes.
